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Estatuto do Trabalhador Estudante

 Trabalhar enquanto estuda: 

Guia Completo sobre o Estatuto do Trabalhador-Estudante

Conciliar trabalho e estudos é uma realidade para muitos imigrantes em Portugal. Seja para pagar propinas, ajudar a família ou ganhar independência, o Estatuto do Trabalhador-Estudante garante um conjunto de direitos que tornam essa jornada menos pesada e mais equilibrada.

estatuto de trabalhador estudante
Estatuto de trabalhador estudante

A base legal deste regime está no Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, e na sua regulamentação através da Lei n.º 105/2009, de 14 de setembro.

Fontes oficiais:

Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro - Código do Trabalho
Lei nº 7/2009, de 12 de fevereiro

Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, que aprova a revisão do Código do Trabalho (sucessivamente alterada).
Artigos 89.º a 96.º

O que é exatamente um trabalhador-estudante

A lei é clara: é considerado trabalhador-estudante quem esteja empregado e, ao mesmo tempo, a frequentar:


• Ensino básico, secundário ou ensino superior
• Pós-graduação, mestrado ou doutoramento
• Cursos de formação profissional
• Programas de ocupação temporária de jovens com duração mínima de seis meses

Além disso, para manter o estatuto, a pessoa precisa de apresentar aproveitamento escolar no ano letivo anterior, salvo situações justificadas.

Como comprovas esta condição ao empregador

Para te ser atribuído o estatuto, tens de entregar ao teu empregador:

• Comprovativo de matrícula ou documento da instituição de ensino
• Horário das aulas e atividades curriculares
• No final do ano, prova de aproveitamento escolar

Sem estes documentos, o empregador não é obrigado a aplicar o regime especial.


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Principais direitos garantidos pela lei

A legislação oferece um conjunto de proteções que facilita o equilíbrio entre trabalho e estudos.

Organização do tempo de trabalho

A entidade patronal deve procurar ajustar o horário, tanto quanto possível, para permitir que o estudante assista às aulas.

Dispensa para frequência de aulas e exames

O trabalhador-estudante tem direito a dispensa de trabalho para:

• Frequência de aulas, quando o horário laboral colidir
• Realização de provas de avaliação, independentemente da modalidade

Estas dispensas não podem justificar sanções disciplinares.

Regime especial de férias e licenças

Há flexibilidade adicional nas férias e justificações de faltas relacionadas com a vida académica, desde que sejam fundamentadas.


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Regras sobre frequência escolar

O trabalhador-estudante não está sujeito:

• À obrigatoriedade de frequentar um número mínimo de disciplinas
• A prescrição por excesso de reprovações
• A regras de presença mínima em aulas
• À limitação do número de exames de recurso

Isto significa que o sistema está desenhado para quem trabalha e não pode cumprir horários rígidos.

Época especial de exames

Sempre que possível, as instituições de ensino devem disponibilizar uma época especial de avaliação, facilitando o avanço académico sem prejudicar o rendimento laboral.

Abrangência além do trabalhador por conta de outrem

A lei também protege:

• Quem trabalha por conta própria
• Estudantes que entretanto fiquem em desemprego involuntário, desde que inscritos no centro de emprego.

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Porque este estatuto é tão importante para imigrantes

Muitos estudantes estrangeiros começam a trabalhar pouco depois de chegar a Portugal. O estatuto evita conflitos com chefias, protege contra cargas horárias abusivas e impede que os estudos fiquem para trás. É, na prática, uma ferramenta de integração.

Conselho do blogue ImigranteGW

Se és imigrante e vais pedir o estatuto, tenta entregar ao empregador tudo por escrito e guarda sempre cópias com a data. Em situações de irregularidade laboral, estes documentos tornam-se a tua melhor prova de boa-fé e ajudam a evitar mal-entendidos.

 

⚠️ Nota editorial ImigranteGW:

Este Post não visa a substituir autoridades competentes antes de decidir, o favor de consultar autoridades competentes.


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